Jornal Vascular Brasileiro
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Original Article

Estudo anatômico e funcional da veia safena magna residual após a retirada de segmentos para angioplastias carotídeas

Anatomic and functional study of residual autogenous greater saphenous vein after harvest for carotid patch angioplasty

Cláudio Jacobovicz, Jamal J. Hoballah, John D. Corson, Luís Henrique Gil França, Iseu Affonso Costa, Henrique Jorge Stahlke Jr.

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Resumo

Objetivo: Avaliar a condição anatômica e funcional da veia safena magna após ressecção parcial, proximal (região de coxa) e distal (região de tornozelo), para angioplastia carotídea, e verificar sua possível utilização em cirurgias arteriais. Método: Trinta e um pacientes foram submetidos à cirurgia da artéria carótida, utilizando-se patch de veia safena magna para fechamento da arteriotomia no Serviço de Cirurgia Vascular da Universidade de Iowa, Estados Unidos, entre julho de 1992 e janeiro de 1995. Vinte e seis pacientes tiveram ressecção parcial proximal da veia safena magna (grupo A) e cinco tiveram ressecção distal (grupo B). A veia safena magna foi totalmente avaliada em ambos os membros inferiores através do eco-Doppler vascular, com medida dos diâmetros em cinco pontos: região inguinal, coxa, joelho, perna e tornozelo. Resultados: Não houve diferença estatisticamente significativa entre os dois grupos (A e B) quanto ao tamanho das incisões cirúrgicas, segmentos de veias pérvios, diâmetros mínimos e máximos. Apenas dois pacientes do grupo A (7,69%) e um do grupo B (20%) apresentaram perda de segmento residual da veia safena magna, sendo todos homens e com idade superior a 77 anos. Nenhum paciente apresentou segmento venoso pérvio com menos de 2 mm de diâmetro ao eco-Doppler. Conclusões: A ressecção parcial da veia safena magna ao nível de coxa e tornozelo, a fim de ser utilizada para angioplastia carotídea, apresenta pequeno índice de perda residual (9,67%). Sua utilização prévia não exclui seu uso em futuros procedimentos arteriais.

Palavras-chave

veia safena, endarterectomia das carótidas, angioplastia.

Abstract

Objectives: To assess the preservation of patency, length and caliber of the residual greater saphenous vein after partial proximal (thigh region) and distal (ankle region) harvest for carotid patch angioplasty and to determine the possibility of reusing it in any subsequent arterial procedure. Methods: Thirty-one patients were studied after surgery of the carotid artery using greater saphenous vein patch angioplasty between July 1992, and January 1995, at the University of Iowa Hospitals and Clinics, United States. Twenty-six patients with partial proximal harvest (Group A) and five with partial distal harvest (Group B) underwent a postoperative color duplex ultrasound scan of the residual greater saphenous vein. The greater saphenous vein was studied in both lower limbs and the caliber of the patent segments were recorded at the groin, midthigh, knee, midcalf and ankle. Results: The two groups were comparable in terms of length of vein removed, preserved usable vein, minimum and maximum diameter. Only two patients in Group A (7.69%) and one in Group B (20%) had some loss of length. All of them were men, older than 77 years. There was no patient with patency of venous segment lower than 2mm in diameter. Conclusions: Partial proximal or distal harvest of the great saphenous vein for carotid patch angioplasty has a low index of length loss (9.67%). Although a segment of the greater saphenous vein is used to patch the carotid artery, there is still significant remaining length of usable vein in most patients to allow long bypass.

Keywords

greater saphenous vein, carotid endarterectomy, patch angioplasty
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